10 de junho de 2009

Da Rejeição da Cegueira ou: Dali até Aqui

(old stuff)

Mora na infantilidade
Do seu ser grande.
Ser é-lhe uma futilidade,
Que da sua prisão nada se expande.

Não reconhece a vida.
Conhece-lhe só a confusão.
Sabe que a odeia (e lhe é querida),
E lhe vive o indizível, emotivo turbilhão.

«Raios! Livre é o ser invisível
Da inexistência ― nenhum!
Só esse é crível...
Porra pra esta merda, quero ser um!»

Mas um dia, ao crescer,
Veio a dizer em razão:

«Hei-de quando for grande
Ser luz do Sol
E iluminar o que escureci.»

6 comentários:

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Hummmm... Um belo poema o seu! :)

Tiago r disse...

Agradeço, Francisco!
Por acaso, como acontece com todos os meus poemas doutros tempos, sinto-me reticente, quanto à forma; mas a mensagem que pretende acaba por ser mais forte e, com uns retoques, acabei por publicá-lo.

Ah, gostei muito do texto que lhe foi dedicado no semi-defunto Hípias Maior, li ontem, a que gentilmente a proprietária me deixou aceder (pelo que escrevo tb para ela): achei-o um texto exacto e assertivo, tanto na escolha das palavras que o adjectivam, como no objectivo geral. Um texto que comprova o mérito do F. (fica tb a oportunidade de me manifestar mais afirmativamente). :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, pensei que esse blogue da Fraulein já não existisse: refere-se ao texto que me é dedicado, certo? Mas já não me lembro bem do texto; também tive um longo poema. :)

Tiago r disse...

Sim, o blogue já ñ está activo.
Exactamente, esse texto: é um bom espelho, elogia bem o seu trabalho.

Goggly disse...

Tiago, também gostei do seu poema. Felicitações. Estarei atento às suas mais recentes postagens.

Tiago r disse...

Obrigado, Goggly, e bem-vindo :)